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Ponto Afetoateliê de crochê

o ateliê

Um quartinho com janela, muitos novelos e nenhuma pressa.

O Ponto Afeto é o meu cantinho em Campo Grande, MS. Aprendi crochê aos nove anos com minha avó Ambrosina, que fazia toalhinha para a casa inteira e colcha para cada neto que nascia.

Por muito tempo eu fazia só para mim e para a família. Até que uma amiga pediu uma bolsa, depois a amiga da amiga… e em 2019 o quartinho de costura virou ateliê de verdade.

Continuo trabalhando sozinha, peça por peça. Por isso algumas coisas são sob encomenda e têm prazo: é o tempo que as mãos pedem.

Rosivany Minhare

A artesã sorrindo enquanto faz crochê com fio terracota na mesa do ateliê

do novelo à sua casa

O processo

  1. A escolha do fio

    Tudo começa na mesa, com os novelos lado a lado. Eu testo as combinações de cor à luz do dia, porque é assim que você vai ver a peça.

  2. Ponto a ponto

    Cada peça é feita inteira à mão, sem máquina. Uma bolsa leva cerca de 18 horas; um cardigã, mais de 40. Não tem atalho, e nem quero que tenha.

  3. O acabamento

    Arremato cada ponta por dentro, confiro as medidas e, quando precisa, bloqueio a peça com vapor para ela assentar bonita.

  4. Embrulhada com carinho

    Vai num papel de seda, com um sachê de lavanda e um bilhete escrito à mão. Porque abrir um presente também faz parte da peça.

Fotos do ambiente de trabalho

Ateliê iluminado pela janela, com prateleiras de madeira cheias de novelos em tons terrosos e uma mesa de trabalho
Novelos de algodão cru, terracota, rosa antigo, sálvia, mostarda e café sobre a mesa
Mãos trabalhando com agulha de madeira e fio verde-sálvia

o que vai nas peças

Materiais

Escolho fios de fornecedores brasileiros e prefiro sempre as fibras naturais. Agulhas de madeira e bambu, botões de reflorestamento.

Algodão penteado
Macio, antialérgico e sem pelinhos. É o que uso nas peças de bebê e nos amigurumis.
Barbante de algodão cru
Firme e resistente, perfeito para bolsas e sousplats. Envelhece bonito.
Algodão com bambu
Mais caimento e toque fresco, ideal para roupas que respiram.
Fio de malha reaproveitado
Sobra da indústria têxtil que ganha nova vida em cestos e tapetes.

“Crochê é feito de um fio só. Tudo o que aparece nele é paciência.”

vó Ambrosina